São 116 obras desenhadas com luz, cada uma numa única exposição. Sem montagem digital, sem sobreposição: o que você vê aconteceu inteiro, de uma vez. É o arquivo vivo do que desenho no escuro desde 2009.

Giro a luz em volta de um eixo e, no tempo da exposição aberta, o círculo se fecha no escuro, como quem abre uma passagem.
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Desenho no escuro presenças que não estavam ali, e que duram só o tempo do obturador aberto.
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Escrevo com a luz como quem escreve à mão, e o que fica na imagem é o caminho inteiro que a mão percorreu.
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A pessoa fica parada no escuro enquanto eu construo a luz em volta dela, à mão, no cenário noturno de verdade.
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Deixo o obturador aberto sobre a paisagem noturna, com intervenção mínima, e o que a câmera registra é o tempo que passou dentro dela.
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